quarta-feira, 31 de julho de 2013

Relatório de Visita Técnica

Segue as instruções para o relatório de visita técnica. Lembrando que essa visita é parte também da avaliação da Professora Ione, ou seja, vale duas notas.

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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Vídeo: Tribos Urbanas.3LMA e 3LMB




Identidade e Tribos Urbanas - 3 LMA  e  3 LMB



Podemos assim definir um grupo de pessoas com hábitos, valores, opções culturais e exigências políticas comuns, que reúnem-se e agrupam-se nos mais variados aglomerados populacionais, a fim de obterem as promessas de segurança e liberdade sintetizadas por Zygmunt Baumant em seu livro.
É nesse sentido que se verifica por que tantas pessoas, em sua maioria adolescentes, mesmo vivendo em condições ambientais mui específicas de uma dada região, filiam-se a características e tendências comportamentais de grupos ideologicamente consolidados como ‘hippies’, ‘punks’, ‘emos’ ou ‘headbangers’, apenas para ficar em quatro exemplos comuns.
O conflito das características culturais locais e a disseminação midiática de tendências comportamentais globais ajudam a entender por que, nos dias de hoje, é tão comum sair de casa e deparar-se com grupos de pessoas que vestem-se de forma tão parecidas entre si que até parecem membros de uma tribo. Conforme antecipado, o encrudescimento do que se convencionou chamar de globalização impulsiona a necessidade de estas tribos urbanas assumirem uma função de identidade grupal muito mais forte do que em outras épocas. Afinal de contas, pessoas que se vestem de uma dada forma visando ao choque ou à expressão pessoal sempre existiram, mas não embotadas pelas divergentes impressões de aceitação e competição que atualmente se manifestam.
Homens utilizando maquiagem tipicamente associada a mulheres é uma das principais características de reconhecimento visual dos neo-tribalistas urbanos
A partir deste tipo de percepção, pode-se formular uma série de questionamentos iniciais: ao se filiar a uma dessas “tribos”, o indivíduo não estaria desistindo de suas características particulares em prol de uma identidade grupal mais ‘segura’ ou ‘libertária’? Se assim for, o que justifica esta opção? Necessidade de expressão? Revolta, pura e simplesmente? Uma reação desesperada – e reflexiva – aos efeitos de massificação comumente pretendidos pela Indústria Cultural? Todas as respostas? Por mais que se tente responder afirmativa ou negativamente a estas questões, estudiosos e teóricos das mais diversas correntes culturais divergem em suas opiniões.
A psicopedagoga clínica e institucional Lucymar Leite,  por exemplo, tem um parecer bastante delicado sobre o assunto. Segundo ela, a iminência, ou melhor, disseminação destas alegadas “tribos urbanas” nos dias atuais configura uma influência não necessariamente positiva para as crianças, no sentido de que a carnavalização de muito do que se vê na contemporaneidade está mais atrelada à mera e crescentemente estimulada necessidade por aplausos alheios do que necessariamente à adesão a uma determinada causa. “Posso até ser careta, mas continuo acreditando que a modernidade é fantástica em vários aspectos. Mas, quando se fala de comportamento, a indumentária apresentada por certos grupos tem sido modificada propositadamente para chamar a atenção e ganhado formatos exacerbados, que visam o reconhecimento dos grupos, legitimados pelo aplauso da sociedade”, afirma ela.
As preocupações pedagógicas destacadas por Lucymar estão voltadas para um ponto de vista bastante específico: a influência que a aparência externa destas tribos urbanas tem sobre as crianças pequenas, ainda em formação. “É preciso ter consciência do momento em que começamos a formar o indivíduo. A criança aprende tudo enquanto é criança e, depois que passa esta fase, ela inicia o momento da prática, em que acentua uma postura própria (fase da rebeldia), de maneira que as aprendizagens ocorridas na infância vão influenciar fortemente a sua adolescência e marcar sua prática na fase adulta”, acrescenta.
Segundo ela, o ditado popular “eduque a criança e não precisarás punir o adulto” é prenhe de razão, no sentido de que o mesmo chamariz indumentário que tanto a aflige quando associado às impressões infantis não a preocupa tanto quando praticada por adultos, visto que, neste caso, as demonstrações de autonomia na escolha das identidades neo-tribais adotadas são balizadas por um tipo diferente de autonomia.
Apesar de serem vítimas eventuais de preconceitos, os novos tribalistas urbanos acham mais seguros estarem identitariamente agrupados
Um exemplo que ajuda a compreender as preocupações recorrentes da psicopedagoga pode ser encontrado no conjunto habitacional Eduardo Gomes, situado no município de São Cristóvão, onde vários adolescentes masculinos estão chamando a atenção da população local por andarem pelas ruas em grupos e vestidos com trajes e maquiagem tipicamente associadas às mulheres adultas. Influenciados pelo que parece ser uma “abertura estilística homossexual” popularizada depois da participação ostensiva de uma ‘drag queen’ no programa de TV “Big Brother Brasil”, da TV Globo, estes garotos, ainda menores de idade, começaram a desfilar pelo conjunto vestidos de forma bastante feminina, usando maquiagem pesada e roupas coladas até mesmo durante o período diurno ou quando estão indo para a escola.
Apesar de não ter sido possível entrevistar os menores, os habitantes do bairro têm uma opinião taxativa e preconceituosa sobre os mesmos: “Essas bichas briguentas me dão medo!”, disse um morador do bairro, também homossexual, referindo-se às constantes brigas de que estes meninos participam, quando reagem grupalmente às ofensas que os transeuntes lhe direcionam, por causa do modo diferenciado como se vestem.
O intérprete catarinense Ringo Bez afirma que sua aparência ainda causa estranheza em seu trabalho, mas não interfere nos julgamentos sobre sua competência profissional
O intérprete de Língua Brasileira de Sinais, Ringo Bez, é comumente tachado de “emo” por causa do modo diferenciado como se veste ou se penteia. Recentemente, ele foi alvo de gozação num encontro nacional de estudantes em que se pretendia respeitar justamente a diversidade dos indivíduos. Independentemente de quais foram os motivos para as gozações alheias, Ringo falou que é alvo recorrente de julgamentos sobre sua aparência no trabalho, mas estes são prontamente contestados por sua competência profissional. “Na vida social, eu considero as críticas ao meu modo de vestir muito boas, mas, no campo profissional, as pessoas ainda se incomodam com o meu cabelo e com minhas roupas, mas, mesmo assim, eu me posiciono favorável a minha moda. Afinal de contas, é minha própria moda”, acrescenta.
No meio acadêmico, esta eclosão de “tribos urbanas” é estudada por especialistas nas mais diversas áreas, seja pelos antropólogos e sociólogos que enxergam nas posturas das mesmas uma transposição dos ideais de reconhecimento coletivos que se observa no sentido original do termo “tribos”, seja na postura de comunicólogos e/ou pós-modernistas que se valem do pensamento de teóricos como o polonês Zygmunt Bauman, que destaca os elementos de segurança e proteção discursiva proporcionados pelo caráter coletivos destas “tribos urbanas”.
“Aquelas bichas adolescentes andam juntas para cima e para baixo, senão seriam espancadas todo dia. Elas são muito ousadas!”, diz outro morador do conjunto Eduardo Gomes sobre os adolescentes que desfilam praticamente travestidos de mulher pelas ruas, confirmando que o elemento “segurança” é essencial nesta configuração hodierna das tribos urbanas.
Sobre o poder de persuasão inevitável do visual atraente destas tribos, o catarinense Ringo Bez acrescenta: “Na verdade, não me sinto de nenhuma tribo urbana, apenas as pessoas gostam de me intitular nesse contexto. Não posso negar que as tribos urbanas influenciaram nas minhas escolhas, mas eu, como bom menino, soube escolher e misturar muito bem os gostos e tipos”.
Esta opinião só confirma as impressões da pedagoga Lucymar sobre o quanto esta exposição visual antecipa decisões por rebeldia indumentária no comportamento infanto-juvenil. “Acredito que, se a massa que aplaude [estas tribos urbanas] tivesse noção da influência que a indumentária pode causar, muitos não estariam com os filhos nos braços, aplaudindo… Sabe aquele ditado: ‘ah, ele pode. Não é meu filho!’? É mais ou menos isso o que acontece”, diz. Com isto, ela se refere também ao modo desordenado como estão variando as sugestões de moda nos programas televisivos e demais canais de identificação midiática adolescente, em que as noções de permissividade e imitação identificação variam bastante em relação ao “mundo real” que eles encontram nas escolas e configurações familiares ainda marcadas por um tradicionalismo essencial.
Parede da Comunidade Gomorra, república de estudantes que visa acolher os anseios libertários dos universitários que por lá transitam
Uma das soluções encontradas pelas tribos urbanas universitárias para driblar estes conflitos familiares, por exemplo, é a reunião freqüente em “repúblicas” de estudantes, onde podem comportar-se livremente, ao menos no que tange às suas supostas necessidades de expressão ou de interação comunal, podendo, inclusive, praticar atividades que, fora daquelas paredes, seriam consideradas levemente criminosas ou imorais.
Com isso, o elemento “liberdade” destacado por Zygmunt Bauman no início desse texto é também trazido à tona, demonstrando que, concorde-se ou discorde-se de como as pessoas se agrupem e se exibam socialmente, seus atos são reflexos políticos de um contexto marcado por sintomas mais pungentes do que a mera profusão de opiniões, modismos ou caprichos. Hoje em dia, associar-se comunitariamente, mesmo que pelo viés neo-tribal aqui explicitado, é quase uma tentativa desesperada para sentir-se merecedor da alcunha de “ser humano” num contexto político em que a massificação e a homogeneização de consumo são cada vez mais dominantes e impositivas.


domingo, 28 de julho de 2013

Intervenção Social



Texto de Intervenção Social, professor Gilmaro. Suporte para a 1ª visita técnica. Os alunos que estão na recuperação paralela devem entregar fichamento desse texto.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Em Breve: Cinema Social

Em breve, iremos agendar um dia para irmos ao cinema. Não será uma atividade obrigatória, apenas para os interessados e que quiserem estar confraternizando. Tentaremos escolher um filme que tenha um conteúdo sociológico e que vocês não achem chato. Logo avisaremos.
Gilmaro / Ione

Sociologia do Trabalho


Segue o link de dois textos para os alunos do 4º ano técnico.

 "A educação como reprodutora das estruturas Sociais."

 "A educação como fato social."

Prof. Ione

Como fazer um fichamento

Essa página tem instruções de como fazer um fichamento. Nas aulas, irei retomar o tema para dar detalhes lembrando que todos os alunos da disciplina Intervenção Social precisam fazer o fichamento do texto sobre Desempego e Saúde.

Texto sobre saúde e desemprego

Esse texto discute o problema do desemprego no mundo, com atenção especial ao adoecimento psicológico, não apenas do desemprego, mas também dos problemas associado ao trabalho.
Todos devem imprimir o texto e fazer um fichamento.

Para baixar o texto, clique aqui

Mudamos o blog

Devido os problemas com o blog no wordpress, resolvemos mudar para outra plataforma.
Divulguem entre os alunos.